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CADEIRA 40

PADRE LUÍS ANTÔNIO DA SILVA

1764 – Nasceu no arraiá do Tijuco do Serro-Frio/ Minas Gerais, filho de Luís Antonio da Silva e Sousa e de dona Micaela Arcângela da Silva. Fez os estudos iniciais e de Gramática Latina em sua terra natal. Com o progresso na leitura dos clássicos latinos, fica assentado em família dar ao jovem a carreira eclesiástica. Obstáculos de ordem superior que faziam “da carreira religiosa uma questão de raça, um privilégio de cor”, dificultaram os passos do estudante. Vai a Lisboa e depois a Roma, onde após inúmeras diligências, consegue ordenar-se presbítero secular. De regresso, completando os estudos, demora em Portugal.

1787 – Inscreve-se para concurso para provimento da cadeira Latim criada na Capitania de Goiás, por carta régia de 16-4-87.
1788 – Vence o concurso e é nomeado.
1789 – Volve ao Brasil.
1790 – Chega a Vila Boa onde se instala a cadeira de Latim.
1807 – É substituído por seu irmão, padre José Antonio da Silva e Sousa, na regência da cadeira de Latim.
1812 – Escreve, a pedido da Câmara Municipal, “Memória sobre o Descobrimento, População, Governo e causas mais notáveis da Capitania de Goiás”. A citada obra, copiada por Monsenhor Pizarro, segundo testemunho de escritor patrício, foi publicada no “Patriota” e no “Jornal de Coimbra”. Mais tarde, em 1867, foi estampada na “Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro”, tomo XXX.
1818 – Escreve “A Discórdia Ajustada”, relativa à aclamação de D. João VI e editada depois pela imprensa régia a 18 de agosto de 1919.
1820 – Formando o Triunvirato com o ouvidor Antônio Marques da Silva e o Tenente-coronel Luís da Costa Freire, dirige a Capitania de Goiás até 4 de outubro.
1821 – É eleito Deputado às Cortes Constituintes de Lisboa. Em novembro passa a prelazia de Goiás e viaja para o Rio, a caminho de Lisboa. Auscultando, na capital brasileira, os movimentos pró-independência, regressa a Vila Boa e reassume a prelazia.
1824 – É eleito Conselheiro Municipal. Passa as rédeas do governo eclesiástico, de Goiás – 21 de outubro – a Dom Francisco Ferreira de Azevedo – É designado provisor e vigário geral da prelazia.
1825 – Torna-se membro do Conselho Provincial. Auxilia o presidente Caetano Lopes, organizando um mapa e uma estatística da província goiana.
1826 – É escolhido tesoureiro das rendas do Hospital de Caridade Pedro de Alcântara.
1830 – Colabora no “Matutina Meiapontense” primeiro jornal de Goiás, editado em Meia Ponte (Pirenópolis).
1931 – Após concurso é empossado na cadeira de Retórica, recém-criada em Goiás.
1835 – Levanta uma estatística geral da Província.
1840 – É admitido como sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
30 de setembro – falece em Vila Boa, aos 76 anos de idade.

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