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Academia de Letras, Cultura e Artes do Centro-Oeste
A L C A R T E S

Fundada em 15 de setembro de 1987
CADEIRA 38
PEDRO PEREIRA ARBUÉS

Pedro Pereira Arbués, natural de Barra da Corda, no Maranhão, nasceu a 17 de setembro de 1879.
De família modesta, sua mãe muito religiosa, distinguia-se na dedicação que tinha ao socorrer os mais necessitados.
Iniciou sua carreira como professor em Balsas, no Maranhão, sendo posteriormente comerciante em Porto Franco - MA
Após ter ficado viúvo, casou-se, pela segunda vez, com dona Maria Lima Arbués (dona Rosinha), mudando-se em seguida para Araguaiana, em Mato Grosso. Aí, em batelão, transportava famílias que vinham de mudança para aquela cidade.
Foi amigo, conselheiro por excelência, dotado de espírito de justiça, sempre presente nos momentos de dificuldades, resolvendo problemas e conflitos de interesses recíprocos, sem deixar mágoas nem ressentimentos. Bastar citar, por exemplo, que ao final do embate Morbeck e Carvalhinho, apesar de sua origem maranhense, em sua residência se encontrava um verdadeiro arsenal de 32 armas de qualidade e calibre variados, ali deixados por combatentes de ambos os lados, fruto de sua mediação pacificadora.
Em 1927, mudou-se para Baliza – GO, onde foi professor, escrivão de Paz por muitos anos. Em 1935, passou a residir em Balisinha (hoje Torixoréu/MT) sendo aí um dos pioneiros da educação. Como professor foi sucedido por sua esposa, por sua irmã e por seus filhos.
Pedro Arbués era, além de professor, o amigo, o médico, o juiz, enfim, numa comunidade distante do centro mais adiantado, era a pessoa mais procurada, mais requisitada no seu dia-a-dia, em razão do seu equilíbrio, espírito de justiça e de seus vastos conhecimentos. Foi farmacêutico prático, guarda-livros de diversas firmas, instrutor, orientador dos serviços de polícia (aí redigia os inquéritos) e em cartórios. Resumindo, todos os atos que diziam respeito às leis.
Estudioso, grandes e polêmicos assuntos constituíram sua leitura predileta, numa época em que o acesso a livros era muito difícil. Entre eles, a inquisição e o comunismo, sem jamais ter deixado transparecer sua posição acerca dos temas. Antes de morrer pediu à sua esposa que queimasse todas aquelas obras.
Seu lazer era a música. Dedicou-se a tocar pistão e trombone.
Patriota ao extremo, fez desta bandeira a base da educação de seus filhos. Faleceu em Torixoréu a 15 de julho de 1948 deixando a esposa e cinco filhos.
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